Subimos
nas estrelas de novo,
Sentimos o corpo se
multifacetar
Ao som do primeiro
gozo,
Com todos os tons
do infinito,
Com todo o calor das
profundezas de nossas
mais íntimas
entranhas,
Sentimos a pele esticar,
e esticar...
A falta de ar cada
vez mais presente,
O meu e o teu riso,
A nossa orgia sagrada,
Esquecendo as dores
do mundo que ficou
de fora,
Sem pressa, sem medo,
sem temer a vergonha,
Ah! posso ouvir o
teu coração
batendo forte,
E sentir o tempero
do teu suor em minhas
mãos,
O calor do teu corpo
envolto ao meu,
A luta feroz de nossas
línguas,
Tua boca voraz me
engolindo,
Minha mão penetrante
em suas pernas e coxas,
Sim, também
sou voraz,
Nossos corpos se dividindo,
e se fundindo novamente,
Nessa simbiose de
orgasmo e beijos,
Meu tesão crescente
e espáduo,
Te fazendo subir de
novo para as estrelas,
E eu, passasseiro
nessa viagem maravilhosa,
Me deleito com o seu
prazer, todo o seu
prazer,
Prazer de ser tocada,
beijada, amada,
Prazer de conversar,
de falar comigo,
De tomar um café,
repartir a água
e o cigarro,
De tomar a minha bala
na boca,
De sentir o meu cheiro
logo de manhã,
Tremendo no seu gozo
sempre colada em meu
corpo,
Suplicando que eu
pare, pois você
quer o ar que não
encontra no ar,
Vibrando ao sentir
o seu cheiro, mesmo
depois de horas e
distante,
Sentindo na solidão
do meu quarto a maciez
da sua pele,
E a força do
seu pensamento me
querendo por perto,
Mais perto, bem perto,
todos os dias,
Amando cada momento
dividido,
As poucas palavras
escutadas,
E o frescor do novo
encontro lá
pelas 10,
Seu beijo de boa-noite,
de vai com cuidado,
O seu 'até
amanhã, meu
amor',
Ou mesmo, 'um ótimo
fim-de-semana',
Para ficar olhando
às estrelas,
Contando nossos átomos
separados,
Voltando para a nossa
realidade,
Esperando outro momento
Para essa gloriosa
explosão.

®
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