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A REFORMA POLÍTICA
Logo após a redemocratização
do país, sucederam-se várias propostas voltadas
para uma ampla reforma do estado brasileiro. Com a promulgação
da Constituição de 1988, esperávamos que
a seqüência que nos conduzia à referida reforma
do estado fosse concretizada. Não foi o que vimos até
esta data. A Constituição está transformada
em uma colcha de retalhos, em virtude das mais variadas medidas
provisórias e, das alterações propostas no
Congresso nacional. As alterações mais necessárias,
relacionadas com a parte tributária, previdência
social, entre outras, estão na gaveta do esquecimento.
Sobre a principal delas, a reforma política, nem se cogita
pensar.
No entanto, nos parece chegada a hora em que a sociedade civil
precisa participar e propor os caminhos que nos levem a uma ampla
reforma política. Uma reforma que elimine as legendas de
aluguel, que coíba facilidades no que se relaciona com
o domícilio eleitoral e, que, adote com a máxima
urgência, o voto distrital puro. Com tais medidas, estaremos
iniciando um caminho luminoso, que nos conduzirá a uma
verdadeira democracia plena, sonho de todos os brasileiros. Nessa
esteira, devem vir as medidas que evitem aos ocupantes de cargos
eletivos no poder legislativo, se candidatarem a cargos outros,
sem abrir mão do cargo que detém na oportunidade.
Da forma como está, passa a imagem de um macaco com as
mãos em dois galhos. Perde um, mas garante o outro. Como
está, nos parece também, um processo, que pode ser
legal, mas um tanto quanto imoral. Como é o caso do domicílio
eleitoral. O Prona que o diga. Voltaremos ao assunto.
Carlos Pinto
Jornalista
(15.11.2002)
Webmaster: Bethynha
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