Eu posso ser o céu
que lança a chuva,
Eu posso ser o sol que aquece o solo,
Eu posso ser a lágrima e o consolo,
Eu posso ser a vida e ser a cova.
Eu posso ser a mão
que faz carinho,
Eu posso ser o tapa que desperta,
Eu posso ser a cela e a porta aberta,
Eu posso ser a estrada e o descaminho.
Eu posso ser covarde e ter a fibra
Do destemido que acovarda o susto,
Eu posso ser o meio que equilibra,
Eu posso ser o gosto e o desgosto,
Eu posso ser o imóvel e o que vibra,
Eu posso ser de tudo o extremo oposto.
... Mas há uma parte minha que renega,
Que não aceita o equilibrador:
É o coração
que
inteiro a ti se entrega,
Longe de tudo que não seja Amor.
by: Silvia
Schmidt
*Humancat*®
(dir.aut.reserv.)
©2000
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