SOBRE A PRETENDIDA INTERVENÇÃO NO DIRETÓRIO ESTADUAL DO PMDB

Reunida na última terça feira, dia 10 de dezembro, a Comissão Executiva Municipal do PMDB, de Santos, analisou e discutiu a pretendida intervenção do Diretório Nacional do PMDB, na seção paulista do partido.
A indevida solicitação, assinada por atuais deputados federais que não conseguiram se reeleger, carece de fundamentação apropriada ao fim que pretende se destinar. Demonstra, isto sim, uma rancorosa retaliação que em nada serve aos propósitos partidários e, deixa claro que alguns integrantes da agremiação observam mais seus problemas particulares do que, os propósitos coletivos propostos em nosso estatuto e regimentos.
Não há fundamentação legível na referida solicitação. Não há legalidade no arrazoado cheio de mágoas e mesquinhez de propósitos. Se a democracia interna do PMDB está arranhada, por certo, para isso, não contribuiu a seção paulista do partido. Pelo contrário. Sempre estivemos contrários a essa postura de serviçais do governo de plantão, da qual se servem alguns membros da direção nacional. Prevalecem os interesses particulares, em detrimento dos interesses coletivos da sociedade brasileira, aos quais o partido tem por obrigação estatutária, defender.
Vide o caso específico do porto de Santos. É sabido que o PMDB, através de sua cúpula nacional e através do Ministério dos Transportes, tem detido o seu controle.
NUNCA O DIRETÓRIO ESTADUAL E NEM O DIRETÓRIO MUNICIPAL, foram ouvidos sobre quais diretrizes deveriam ser adotadas na condução de sua administração. No entanto, na avalanche de críticas sobre desmandos ali cometidos, quer sejam administrativos, quer sejam contra os direitos dos trabalhadores portuários que não são respeitados, sobra para o Diretório Municipal de Santos, a parte do leão dessa saraivada de críticas. Cansamos de apanhar sem motivos e sem razões.
Estamos observando a divisão latifundiária do novo governo que assumirá em janeiro próximo. No bojo das especulações, há comentários na imprensa de que, novamente, o Ministério dos Transportes ficará com o PMDB. E com o mesmo grupo que serviu ao governo anterior. Por via de conseqüência, o porto de Santos. O que o Diretório Municipal do PMDB, de Santos, defende, é a regionalização do porto, com a participação efetiva dos municípios da região, na administração portuária. A região não suporta mais esse modelo centralizador em vigência, distante dos interesses da sociedade santista e dos outros municípios que compõem a Baixada Santista. É questão de honra para nós, que o porto seja regionalizado dentro de uma proposta que o integre ao panorama social, econômico e cultural dos municípios onde está instalado.
Chega de pagar o preço daquilo que não devemos e nem barganhamos em composições políticas, onde falta uma transparência total. Se é para mudar, e foi para isso que se elegeu o novo governo, vamos mudar de fato e de direito. O porto de Santos representa hoje na economia do país, uma de suas maiores fatias em termos de exportação e importação. E o que sobra disso para as nossas cidades? Apenas o desemprego dos trabalhadores portuários? A conseqüente decadência econômica desse segmento importante da nossa sociedade?
Somos contrários a intervenções espúrias que trazem o ranço de um regime recente, que foi abolido deste país. Somos contrários a que o porto de Santos continue sendo o feudo de alguns políticos, alguns dos quais, talvez, siquer conheçam a cidade e, de outros, que aqui só aparecem, em períodos eleitorais. Somos contrários a essa postura de serviçais do governo de plantão, adotada por alguns membros da direção nacional do PMDB.
Soberania e liberdade, é o que queremos para o país e para a democracia interna do PMDB.

by: CARLOS PINTO
Jornalista
14/12/2002
Webmaster: Bethynha

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