Comprovada a polarização que foi observada durante o processo
eleitoral do primeiro turno, os santistas voltam às urnas neste dia 29 de outubro,
para definir quem terá sua preferência para administrar a cidade no início do
século 21.
Será uma duríssima batalha para ambos os candidatos, que será definida urna
por urna, onde os resultados demonstrarão de que forma os apoios recebidos dos
demais concorrentes e partidos que disputaram o primeiro turno, serviram para
definir o resultado final.
Se de um lado a candidata Telma de Souza contará com o apoio do PSDB e, do Deputado
Edmur Mesquita, por outro, o candidato Beto Mansur, contará com os apoios de
Vicente Cascione e Tomas Soderberg, alem dos partidos a que pertencem e, dos
dissidentes de partidos aliados ao PT e, dos partidos que o apoiam desde o primeiro
turno.
Qualquer leigo faria uma conta simples a partir destes apoios e vislumbraria
com clareza o resultado desta segunda etapa. Mas a coisa não se processa desta
forma tão simplista. Se assim fosse, desnecessária seria a realização do referido
segundo turno.
Há um contingente enorme de votos nulos e em branco, que somados aos votos dos
que se abstiveram no primeiro turno, podem determinar outros rumos a esta eleição.
É certo que quem votou nos dois pretendentes no primeiro turno, tendem a repetir
seu voto no segundo turno.
Ocorre também, que poderá haver um fator determinante a definir o resultado
final do pleito. Esse fator, já observado no primeiro turno, colocou o candidato
Edmur Mesquita em situação delicada quanto ao seu futuro político. Por insistir
em denúncias vazias e ataques pessoais a Beto Mansur, servindo de ariete para
o PT, o candidato tucano obteve inexpressiva votação, demonstrando o quanto
a sociedade está lotada dessa forma de fazer política.
O decorrer deste segundo turno, nos mostra a candidata do PT incorrendo no mesmo
erro, partindo para ataques cuja versão é logo desqualificada diante da verdade.
A descoberta de petróleo, a construção da ilha da fantasia, e outras propostas
sem muita clareza, ficaram em segundo plano. Denúncias de todo tipo invadem
os bastidores dos candidatos, e não dá para aceitar a versão de que o sapo é
verde, sem conferir realmente sua cor.
Por outro lado, o Prefeito Beto Mansur continua mostrando as obras realizadas
e apresentando suas propostas para o futuro da cidade. Não se permite participar
desse tipo de politicalha barata, à qual a sociedade já sinalizou sua abjeção.
Apenas se defende e coloca a verdade em seu devido lugar. Não entra no jogo
e mantém seu ritmo de campanha.
De uma certa forma, esta eleição santista demonstra que a sociedade está se
preparando para dar um basta em questionamentos pouco edificantes, que só contribuem
para armar os espíritos e nada constróem. Eleição é acima de tudo uma festa
democrática, e não pode ser transformada em palanque para gente raivosa e desprovida
de um mínimo de educação e respeito para com a sociedade.
by: Carlos Pinto
18/10/2000
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