>

      

Debrucei-me no parapeito
Da janela da minha história
E ali, inerte por horas,
Tentei me enxergar direito.

Vi versos esfarrapados,
Relógios parados no tempo,
Montanhas de Sentimentos,
De ranço todos tomados.

Parcas ilusões perdidas,
Aborto de um amor não vivido,
Qual pássaro morto no ninho,
Por vândalos desalmados.

Assim, pude me ver jovem,
Cheia de vida e esperança
Meio mulher, meio criança.
Trazendo você em meus sonhos.

Na sua escalada da vida
Galgando os primeiros degraus
Ponto exato da partida
Que te levaria de mim

E eu desde ali, a velar-te.
Mais preocupada contigo
Do que propriamente comigo
Quieta e "silente" a sonhar-te!

Por vezes me vi chorando,
Nos cantos escuros da vida,
Abafando às escondidas,
O grande segredo de amar-te.

Sinuosos atalhos vencidos,
Na ânsia vã de esquecer-te,
Trouxeram novos espinhos
Nos pés já cansados de andar.

Muitos anos já vividos.
No rosto, os sinais anunciam,
A contagem regressiva,
Para o fim dessa comédia.

O único que permanece
Ímpar, puro e inalterado
Resistindo as intempéries,
É este amor que te tenho!

by: MAZÉ

Voltar....

Clique na figura acima para voltar...

Site melhor visualizado com o MS Internet Explorer 4 ou versões superiores em 800 X 600 High Color

Webmaster: Bethynha