FOTOLUTA

Há no ar uma grande vontade de ser, de viver como imagens e cores captadas a partir de uma "vontade óptica" de potentes lentes de um fotógrafo em experimento na caminhada pela beleza da vida...
Como tranqüilamente viver se nada vemos a olho nu, mas nos assustamos quando as reproduções nos revelam que muitas são as dores, os "ais" estampados nos rostos, mesmo que aparen-temente jovens ou burgueses?
A realidade aqui se apresenta tal como ela é, apesar de um toque de arte, de filtros corretores, grandes angulares, teleobjetivas, diafragmas, rebatedores, estúdios, flashes modernos, ótimos laboratórios.. Que papel? Não importa.. nem sempre é tão colorido, as vezes mate, ou de matar!!!
.. pois a doença permanece. Não há como esconder! Os sorrisos são abundantes, os discursos longos e belos, as vestes.. que elegância!!! Mas, são só capas ou cápsulas que são utilizadas para tentar cobrir as "vergonhas" da ruína pessoal.
A doença ataca o mais profundo do ser e não tem então nenhum efeito, cor, luz que faça mudar essa imagem, pois aquilo que não é aparência externa dói, corrói como o poder penetrante de um inesperado raio "X" relendo o mais profundo como uma luz capaz de jogar ao público como cartas reais o verdadeiro sentido que mora no mais recôndito que chamamos de espaço do amor, mesmo que ele jamais esteja nesse átrio, pois doentemente um corpo quer reagir às forças avassaladoras... mas...

(by Nil Moraes)

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