Eterna, Magnifica e Pura....

Eterna, magnífica e pura: esta é a única descrição que faço de ti. Não há nada mais suave que tua linda face, lindo rosto coberto do mais fino e delicado veludo, da mais casta tez, do mais belo e suave ser. Tu és, minha amada, a forma mais bonita da perfeição atingível somente pelo Criador, o Ser supremo e determinante das coisas terrenas. Sinto por ti algo jamais alcançado por mim até a presente data. E sei o que sinto: é amor, não simplesmente carnal, reprodutivo e instintivo. É algo mais do que isso, é mais do que pura matéria: é espiritual, fraterno, cordial. Seria este sentimento um laço que une dois corpos, formando apenas um organismo? Sim, podes saber que tudo que sinto por ti agora, neste exato minuto em que te redijo esta epístola, não é paixão, pelo fato de ser uma coisa forte, avassaladora e, pior de tudo, possessiva. Eu não suporto posses, não agüento ver pessoas tomando conta de outras. Sou mais natural. Admito, não gosto de usar a força para conquistar a confiança e a amabilidade de uma pessoa. Não sou desse tipo. Eu gosto de arrecadar amizades fazendo com que tudo flua normalmente, sem força, sem impugna, sem ser debalde.
Por demasiadas vezes apresentei a ti toda a minha carência (entre aspas, quem te tem a pequena distância das mãos nunca se sente só). Eu precisava de companhia para todas as coisas que faço na essência que a vida nos proporciona. Ainda creio que possa haver uma relação afetiva muito intensa, mas não drástica, súbita, entre nossas vidas. Quando dei conta que tu és a solução de meus problemas... Ah! Que bom seria se todos se sentissem como me sinto: leve, relaxado e muito feliz, pois descobri a razão da minha vida. Oh! Como pude ser tão acriançado a ponto de querer todas as coisas do mundo. Hoje em dia, mais crescido e maduro, escrevo a ti esta pequena prosa, confirmando tudo que outrora dissera eu a ti, ratificando-o e subscrevendo-o: AMO-TE, "amo-te muito, como as flores amam o frio orvalho que o infinito chora; amo-te como sabiá na praia ama a sangüínea e deslumbrante aurora! Oh, não te esqueças que te amo assim... Oh, não te esqueças nunca mais de mim, oh, não te esqueças!".
Mas te pergunto: como posso eu não ser esquecido por ti? Como eu posso ganhar teu rico amor? Como posso eu, trovador solitário, tocar esta tua face calma e serena? Como posso eu, um simples servo, ganhar de ti um beijo, mia senhor? Não devo eu responder, pois elas tocam no âmago do seu íntimo, no mais puro interno de seu coração. Não responderei por ti, mas, por favor, responda-me. Não tenhas pressa, penses mais do que pensaste em vida. Eu quero teu amor, tu bem já sabes. Mas irei eu conquistar algo tão abundante, tão rico que nada mais desejarei eu em vida? Cara amada, eu sei as minhas respostas, falta-me saber as suas.

Respondez, sil vous plait.
"Vale a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena".

by: Bruno Vieira dos Santos

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