|
Dia
dos Namorados
Dá licença?
Quero ser sua namorada a vida inteira, pois tenho uma reserva imensa de
ternurinhas e meninice arteira.
Quero brincar como nos primeiros dias de namoro sem declaração. Curtir
as pequenas alegrias como quem não quer nada de novo não (mas quer, pois
homem não é mais simples que mulher).
Pegar é claro, nos teus dedos só pra verem como reagem e, achando graça
dos teus falsos medos, murmurar: Coragem! Fingir que me esqueci no combinado
no parque, para ver se sentes falta de mim e surgir da moita de capim,
com o meu olhar luzindo, dizer: que engraçado! Mas você por aqui, meu
querubim?

Ou me esconder atrás da porta, miando que nem gato, e continuar miando,
já reconhecido, a fazer o estranhíssimo relato de que uma fada torta me
transformou num bicho assim todo encolhido.

Quero te dar bombons, e ora veja! Pedir que me passes a cereja de boca
a boca! É mais gostoso se a trincarmos a sós, enquanto os dedos vão tecendo
uma carícia lenta e silenciosa, mas tão eletrizante que só vendo.
Y otras cositas mais, que nem te conto é minha sempre namorada. Mas de
certo adivinhas este conto, o mesmo de antes e a cada hora diferente,
assim como é a gente que se ama de antigo amor presente e não se cansa
e nem vai se cansar de um certo suave e ardente, antigo e encantador:
NAMORADOR!
Desconheço o autor.
|
Clique na figura acima para voltar...
Site melhor visualizado com o MS Internet
Explorer 4 ou versões superiores em 800 X 600 High Color
Webmaster:
Bethynha
|
|
|