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Não preciso do sol, pois
teus cabelos
tão claros também podem me esquentar;
não preciso dos astros, para vê-los,
basta-me olhar de perto o teu olhar.
 

 
Não preciso
de música, depois
de ter ouvido a tua voz macia
- doce sonata, que a prender nós dois,
meus pesares transforma em melodia.
Não preciso
de jóia ou bibelô,
porque, na tua silhueta magra,
a natureza pródiga talhou
a mais linda boneca de Tanagra.
Preciso,
apenas, desse teu encanto,
dessa ternura que teu rosto tem,
dessa simplicidade que amo tanto,
por não havê-la visto em mais ninguém.
autor: Aristheu Bulhões
Colaboraçã do texto: Célia Maria (Cigana)
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