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DE ÁGUA E DE PETRÓLEO
Fica mais visível
a cada dia que passa, que o problema do Sr. George Bush,
com o Iraque de Sadam Hussein, não está
ligado a assuntos de armas de qualquer espécie.
O assunto mesmo, é o petróleo que brota
em qualquer canto do país árabe. Que o digam
os inspetores da ONU. Mesmo assim, o sr. Bush, como quem
vai a um supermercado, quer ir à guerra e arrastar
o mundo todo nessa aventura bélica. Já não
basta a ele, ter arrasado o Afeganistão na procura
do Bin Ladem. Na verdade, e o tempo o dirá, esse
país também possui altas reservas petrolíferas
e, por certo, em breve, teremos a construção
de um oleoduto para recambiar essa energia para os reservatórios
dos aliados do sr. Bush.
Não escapa aos medianamente informados, que as
reservas petrolíferas americanas tendem a se exaurir
em poucos anos. Assim como, as de água potável
ou água doce, como queiram. A crise de governabilidade
pela qual passa a Venezuela do Coronel Chavez, tem muito
a ver com a política externa americana, afinal
de contas, um dos maiores produtores de petróleo
e um dos maiores fornecedores dos EUA. Não precisa
ser muito inteligente, para perceber que os americanos
estão envolvidos em conflitos com os maiores produtores
do ouro negro. Mas, e a questão da água?
Em que região do mundo existem os maiores mananciais
desse produto? Qual o país que detém a maior
bacia hidrográfica do mundo?
A região, para quem não sabe é a
América do Sul, e o país é o Brasil.
Trabalhando com a visão de futuro, os estrategistas
do belicismo ianque já, em várias oportunidades,
declararam a existência de uma base da Al Qaeda
na tríplice fronteira: Brasil, Argentina e Paraguai.
Apesar dos desmentidos de todos os órgãos
de informações da polícia e das Forças
Armadas do Brasil, eles continuam insistindo nessa tese.
O que eles querem é colocar suas patas na América
Latina também. Já não se contentam
com o fato de nos manter algemados a uma dívida
externa gerada pelo capital vagabundo administrado pelo
FMI. Querem mais. Resta saber, até quando, vamos
continuar a permitir que eles nos tratem como se fossemos
o quintal da casa deles.
Carlos Pinto
Jornalista
(15.02.03)
Webmaster: Bethynha


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